Quem ganha mais, contribui mais: a proporcionalidade nas contas de casa

Por dois anos, eu e meu noivo dividimos as contas em pé de igualdade. No entanto, este assunto sempre me acometia e eu ficava incomodada com as diferentes fases da vida que acabava refletindo no salário líquido experienciado por cada um.
Após estudar um pouco sobre finanças pessoais, especificamente sob esta abordagem de vida a dois, retomei os cálculos e cheguei em uma composição diferente, que respeita o montante ganho por pessoa, em cada mês. Abaixo vou contar em detalhes para vocês.
File:Toicon-icon-isometric-calculate.svg - Wikimedia Commons
Fonte: commons.wikimedia.org/Jo Szczepanska/toicon.com.

Imagine uma situação hipotética, na qual você receba 6 mil reais líquidos por mês e seu parceiro, 4 mil. O valor líquido de ambos atinge, portanto, um montante de 10 mil reais. Deste montante, você contribui com 60% e ele, 40%.
É importante que vocês pensem em termos de valores líquidos e desconsiderem possíveis trabalhos extras. Por outro lado, caso sejam autônomos, façam as projeções de acordo com os três últimos meses de trabalho. Dessa forma, o cálculo ficará sempre atualizado e justo para ambos os membros da casa.
Agora, vamos imaginar o elenco de despesas mensais que vocês dois arcam todos os meses:

  1. Financiamento do imóvel: 2 mil reais por mês;
  2. Alimentação e refeições diversas: 1,5 mil reais por mês;
  3. Farmárcia e produtos de higiene pessoal: 600 reais por mês;
  4. Automóvel (manutenção, seguro, combustível e higiene): 800 reais por mês;
  5. Contas da casa (água, luz e condomínio): 500 reais;
  6. Faxina: 350 reais;
  7. Gastos com pets (ração, produtos, veterinário e banho): 200 reais;
  8. Gastos anuais (IPTU e IPVA, mensalizados): 250 reais;
  9. Outros (internet, netflix, academia etc.): 180 reais.

O montante de gastos comuns todos os meses é de R$ 6.380,00. Você, contribuindo com 60% da renda líquida, ajuda em proporcionais R$ 3.828,00, enquanto seu parceiro deverá desembolsar R$ 2.552,00 para honrar com todas as contas supracitadas. (Obs.: para chegar nesses valores, basta aplicar uma regra de três e voilá).
Devemos ser justas na divisão de contas e respeitar a fase da vida de cada um. Eventualmente, podemos ficar sem emprego ou sem cliente e ter que reorganizar as contas por um tempo. Isso não é demérito e pode acontecer com qualquer pessoa. O importante é sempre ter alinhamento de expectativas e manter um diálogo baseado em princípios justos e empáticos.

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