Medo de rótulos? A luta deve ser maior do que isso

Pessoas que se dizem machistas apenas por medo do rótulo precisam pensar duas vezes antes de continuar se auto proclamando machistas. Não somente para incorporar discursos de quaisquer vertentes feministas que possam existir, mas também para praticar ações capazes de nos libertar enquanto grupo de pessoas que compartilham uma mesma característica: o sexo feminino ou o gênero não masculinizado, bem como todas as significações que vem com ambas as condições.


Por outro lado, o discurso, por vezes, apresenta uma face perigosamente subversiva. Por exemplo, as estratégias masculinistas que tendem a silenciar a luta feminista ao tentar igualar o assédio sofrido por mulheres com aqueles raros casos que os papéis de vítima e agressor são invertidos.

“A estratégia atual do machismo é o post-machismo, essa tentativa de revestir de neutralidade as suas exigências e reivindicações a fim de criar a confusão necessária que gere dúvida, passividade e faça com que tudo continue igual.” - Miguel Lorente, em artigo publicado no Huffpost.



Por isso, antes de posicionar-se como neutra ou neutro na luta pela igualdade de gênero - e, sim, feminismo tudo tem a ver com isso -, pense em todas as formas de discriminação que você anda consentido com o seu silêncio.

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