Nossa responsabilidade sobre a face comum da discriminação

Passei por uma situação que me fez constatar a postura insuficiente e certa falta de clareza de alguns adultos diante de situações de racismo, machismo e homofobia. Estes crimes podem ser sim consumados apenas com palavras, gestos e ameaças, configurando agressão verbal. Por isso, primeiramente faço um apelo neste texto à toda administração pedagógica brasileira, de berçário até pós-graduação: não deixe de considerar a gravidade do problema ainda na sua raiz, não espere a agressão física para remediar a situação.

Estendendo este apelo, agora mostrarei como todos nós temos parte nisso. 



Todas as fases da vida de uma pessoa contribuem para a formação da personalidade e do caráter da mesma. E, por isso, te pergunto: o que você tem feito para contribuir com a manutenção da consciência social das pessoas que te cercam? O combate a todas as formas de desrespeito ao próximo estão fortemente vinculadas ao que as pessoas tomam como normal, aceitável, comum.

O esgotamento das piadas homofóbicas, dos apelidos racistas e da postura hostil contra a mulher deve ser feito diariamente. Especialmente dentro do círculo familiar, mas sobretudo em espaços públicos ou de convívio social, na qual atitudes que diminuem o outro deve ser severamente punidas, não somente pelos responsáveis pedagógicos e legais como também pelos próprios colegas que carregam maturidade suficiente para entender o dano que isso pode causar, afetivo e psicologicamente, ao outro.

Dê o exemplo e cobre empatia e respeito do seu filho, aluno, colega, irmão, amigo, sobrinho, vizinho. Sua condescendência também é uma forma de contribuir com a face comum da discriminação e do preconceito. Não se cale e isso fará toda diferença, pois somente com a adoção desta postura que poderemos contribuir para a construção e manutenção da consciência sobre o direito do outro. Somos todos responsáveis pela sociedade na qual vivemos.


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