Os princesos recrutas

De tantas histórias que marcaram gerações, as personagens mulheres podem ser analisadas separadamente, denunciando posições e expectativas sociais sobre elas em cada época vivida pela humanidade, considerando as diferenças de cada ponto do hemisfério também. Demorou muito para uma heroína não atuar com viés sexual.

Hoje, muitas forças batem nos resquícios de pensamentos machistas retrógrados. Ainda escutamos comentários desagradáveis em reuniões de família, por exemplo. Dizer que uma menina não pode correr, pois dessa forma estará parecendo um moleque é altamente ofensivo, não somente para elas, como também para os próprios meninos. Ser moleque é ruim? Se correr é ser moleque, então assumo o rótulo.

Peguemos a figura de uma princesa. Para algumas pessoas esta pode ser sinônimo de fraqueza, para outras, magia. Mas, neste carnaval ouvi uma história que me fascinou: um garoto da escola da minha irmã foliou vestido de princesa. Ao perguntarem para a mãe daquele menino de 8 anos sobre sua fantasia, ela disse que ele a escolheu e ainda acrescentou: Não é porque estou de princesa que me tornarei uma menina.

Na minha opinião, esta geração melhorará em muito esta perspectiva negativa sobre o feminismo e a defesa pela igualdade de gênero. Quem sabe nos próximos carnavais não vejamos meninos vestidos de Rey (foto). Destas atitudes que o mundo deveria se encher.


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