Violência verbal contra mulher

A violência tem várias faces. Uma das formas de apropriação mais comuns e ao mesmo tempo menos tratada, é a agressão verbal. E, infelizmente, estamos nos deparando o tempo todo com atitudes negativas também no ambiente online. 

Não é difícil constatar que uma palavra pode machucar de diversas maneiras. O tom de voz, a ironia, a difamação, sarcasmo e tantas outras maneiras além das diretas, que vão explicitamente tentar afetar alguém. 

Numa partida online, a identificação de gênero pelo nickname já é fonte de ofensas por parte dos agressores de plantão. Alguns players se escondem sob nicks neutros ou masculinos para evitar agressões verbais. 

E neste sentido, basta parar pra ouvir alguns argumentos absurdos, do tipo que prevê o fim do mundo pela exposição de outras formas de amar. Segue uma ilustração do balizamento de gêneros por argumentos questionáveis:
O estereótipo cultural consistia em dizer: "Há um número cada vez maior de homossexuais; a prova disso é que estão por toda parte. "Bastou organizar um pouco melhor a coleta de dados" para constatar que o número não tinha variado desde última pesquisa em 1971 e talvez até desde o relatório Kinsey de 1947. Apesar da lengalenga cultural, não houve mudanças notáveis dos comportamentos amorosos na Europa. A primeira relação sexual sempre ocorreu por volta dos 18 anos; sempre houve 4,1% de homossexuais homens e 2,6% de homossexuais mulheres. Por outro lado, houve um aumento muito nítido das relações sexuais forçadas. Fonte: CYRULNIK, Boris. Os alimentos afetivos. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2007, 2ª ed., p. 187.