Admitindo outras perspectivas

Existem certas situações nas quais tendemos não nos colocarmos no lugar dos outros antes de falar.

Em partidas online isso é bastante visível. Quando criticamos algum player por uma morte ou não utilização de uma magia/habilidade, a maior parte das vezes não levamos em conta ganks e circunstâncias que impediram do jogador de agir da maneira como nós gostaríamos.

Mesmo na escolha por campeões, mapas, posições, geralmente atribuímos a culpa do mesmo jeito, mesmo não escolhendo de maneira consensual. A justificativa sempre vai de encontro à falta de noção de jogo que o player tem, sem sequer saber de suas preferências.

Num jogo MOBA, o diálogo é importante para o sucesso do time, ou pelo menos contribui para um melhor desempenho da equipe. Não é preterir as próprias preferências, mas sim estar aberto ao diálogo e apontar as melhores opções.
A não ser que uma cultura invente o bom código, aquele em que o homem ainda pode se exprimir, falar e governar sem destruir o próximo. Esse código tem um nome: tolerância. É preciso aprender a se descentrar do próprio pensamento admitindo não haver apenas uma maneira de ser humano. Pois, enquanto desprezamos os outros, oscilaremos entre a violência da desordem e a de uma única ordem. Fonte: CYRULNIK, Boris. Os alimentos afetivos. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2007, 2ª ed., p. 143.