A mulher é a loba da mulher (Tayra Hobbes)

Em post anterior eu já havia mencionado que o machismo pode ser manifesto pelos próprios gêneros reprimidos pelo gênero dominante. Mulheres podem ser machistas, por exemplo.




Em conversas que tive com vereadoras por conta de uma pesquisa acadêmica, pude perceber pontos em comum nos discursos. Um deles é sobre a rivalidade existente entre as mulheres. Em outras palavras, muitas mulheres não conseguem conceber a possibilidade de conquistar uma aliada ao se deparar com outra mulher.

Esta, entretanto, é uma questão comportamental que pode ter sido influenciada por várias motivações, como: ciúme, falta de incentivo a concorrência na infância, trabalho em equipe, liderança, etc. Enquanto meninos ganham carrinhos, super-heróis, aviões, cidades em brinquedo, meninas ganham princesas, cozinhas com pias que saem água, máquinas de sorvete. E tudo cor-de-rosa, claro.

Mas a questão que coloco é: será que precisamos discutir o passado ou começar mudar o agora, o instante? Só podemos mudar esta história com o momento que nos é permite agir, ou seja, no presente. Comecemos a tratar nossas crianças de maneira igualitária, sem impor limites a nenhum dos gêneros se estes quiserem se aventurar em tarefas "femininas" ou "masculinas". Rótulos nunca serão bons guias.

Além disso, para mudarmos essa postura desfavorável entre mulheres, sugiro uma reflexão silenciosa que poderá mudar a maneira como você se comporta na presença de outra mulher, até mesmo no ambiente online com as interações que podem ser randoms. Pense nisso, esqueça os preconceitos que amarram sua capacidade intelectual e criativa e junte forças com pessoas boas, independente do gênero, sexo, raça ou crença!