Violência contra a mulher está generalizada na sociedade

É o tipo de coisa que passa batido no dia-a-dia. Comentários machistas são anunciados rotineiramente sem sequer darmos conta de sua contribuição para permanência de preconceitos na sociedade.

Piadas, brincadeiras de mal gosto, referências inadequadas são algumas das formas de discriminar que aparece desde cedo, na escola, para nossas crianças. Ou então em casa, sob exemplos paternais e fraternais, como por exemplo a divisão de tarefas ou a proibição de atividades para um ou outro sexo. 

O machismo impacta a auto-percepção de meninos e meninas, e contribui para os tristes números a seguir:
Segundo dados do PNAD/IBGE de 2009, 3 em cada 5 mulheres relatam ter sofrido violência dentro de relacionamentos e 56% dos homens se reconhece como agressor em algum momento da vida. Em 2014, o Brasil recebeu 52.957 denúncias de violência contra a mulher. Na última década, cerca de 44 mil mulheres foram assassinadas no país. O Mapa da Violência 2013: Homicídios e Juventude no Brasil mostra que os homicídios de mulheres aumentou 17,2% entre 2001 e 2011, ano em que 4,5 mil mulheres foram assassinadas no Brasil.

A discriminação é generalizada e invisível. Não discutir gênero é o mesmo que negligenciar diversos tratados internacionais assinados pelo Brasil, como bem apontou Bruno Maia (conhecido como Todd Tomorrow) em debate na Câmara dos Vereadores de São Paulo. 

Reconhecer é o primeiro passo. Impor seu posicionamento é extremamente necessário nas situações que a dominância masculina for identificada rebaixando os demais gêneros. Essa história, escrita com sangue, frustração e sofrimento, tem que acabar!

Fonte das imagens e infográfico: Portal Aprendiz, Junho de 2015.