O lado constrangedor da paixão cosplay

Existem pessoas que dedicam tempo e dinheiro para ficarem parecidos com personagens orientais ou da cultura pop americana, inclusive com nossos queridos chars do mundo dos games. Essa galera participa de eventos de e-sport, concursos e várias ações neste sentido. O que muita gente não reconhece é o esforço que eles fazem para criar o figurino e reproduzir a maquiagem dos personagens, para ser o mais fiel possível à versão"original" do personagem.

Não bastasse toda essa dedicação, que é de fato uma paixão, os cosplayers tem que lidar com algumas situações desagradáveis. Como no caso apontado no G1, na última semana, sobre assédio sexual. 


Este assédio se manifesta não somente em palavras, como também nos gestos. Cosplayers contam no vídeo do G1 que muitos fãs literalmente "passam a mão" ou tentam beijá-las. Além de tamanha falta de respeito, ainda há o típico machismo contra as meninas gamers, como mostra o trecho de outra matéria do G1 sobre o assunto:
"As pessoas olham para mim e falam: 'Ela não sabe nem o que é um videogame, não sabe nem pegar um controle'. Isso é um preconceito de aparência", comenta a cosplayer Cris Nikolaus, 29, fantasiada de Harley Quinn, vilã do Batman."
É por essas e outras que estamos preocupados com a qualidade do ambiente online, trazendo o problema para discussões no blog na tentativa de conscientizar as pessoas sobre o mal potencial que isto representa. Comportamentos e posturas nada saudáveis são reproduzidos todos os dias nestes ambientes (online e offline também, como vimos neste post), e não levam em consideração as muitas crianças que também fazem parte dessa comunidade apaixonada por games e compartilham os mesmos espaços de conversação que todos. Que tipo de exemplo você continuará dando?